Ranking – melhores (e piores) rodoviárias do continente americano pelas quais passamos

Gente, vamos compartilhar com vocês aqui uma lista que deu um trabalhão organizar, ela contém informações importantes para quem viaja por terra e testamos todas durante nossa viagem. Então, da Argentina aos Estados Unidos, qual país você acha que levou a melhor no quesito “terminais rodoviários”? Clica aqui pra descobrir!

Tcha-ran! Antes de dar as respostas, vou contar nosso critério de avaliação:

  • Consideramos a acessibilidade – distância da cidade, transportes urbanos até o terminal.
  • alimentação, os preços – preços mais baixos têm pontuações mais altas.
  • Os serviços – como telefone, guarda-volumes, Wi-Fi, lan house.
  • limpeza – tanto do saguão quanto dos banheiros.
  • Por fim, a segurança – observamos se há guardas, se são muitas pessoas num só lugar, possibilitando furtos e quanto mais aberta uma rodoviária, menos segura consideramos.

1º lugar: QUITO, Equador. Nota: 10

quito

A rodoviária parece um aeroporto, de tão moderna. Também tem muitos seguranças, está integrada ao Trolebus (estilo BRT, seguro também, e custa apenas 25 centavos de dólar – menos de 1 real) e possui várias companhias realizando trajetos. O preço é praticamente tabelado: para cada 1 hora de viagem, 1 dólar. Legal, né? E tem uma parte de serviços – como lan house e minutos de telefone – e comidas típicas e bem baratinhas. As pessoas são um amor dando informações, ao seu jeito “aquisito, no más” (pra dizer que é pertinho).

2º lugar: GUAYAQUIL, Equador. Nota: 9,67

guayaquil

É um shopping – sério! Então são várias opções de alimentação ao estilo fast food. Os preços de viagens seguem a mesma regra da capital, Quito: 1 dólar por hora de viagem. É muito limpa  e segura, os preços são acessíveis e há uma estação de ônibus integrada em frente, ao custo de 25 centavos de dólar também.

3º lugar: empatadas MEDELLÍN NORTE e PEREIRA, Colômbia. Nota: 9,5

Medellín – Terminal Norte, Colômbia.

medellin-norte

Conectada à estação Caribe de Metrô e com várias opções de ônibus na porta, a acessibilidade dessa rodoviária é maravilhosa. Daí saem viagens para lugares como Guatapé, Santa Fe, Bogotá e Cartagena, entre mil outros. os preços são bacanas e é bem grande e cheia de opções de comida, das típicas salchipapas até o globalizado Subway.

Pereira, Colômbia.

pereira

Tem Wi-Fi, é perto do shopping, tem ônibus que passa na porta, comidas boas e baratas – e o delicioso doce de leite (que eles chamam Cortado de leche, utilidade pública). Por ser tão aberta, apesar de bem cuidada, acaba perdendo um pouco em nível de segurança.

4º lugar: PANAMÁ, Panamá. Nota: 9,17

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O terminal Nacional de Transportes Albrook, na cidade do Panamá, é tudibom: conectado ao metrô e aos ônibus urbanos (ambos por 25 centavos de dólar)e fica do lado do Albrook Mall (onde muitos estrangeiros vão fazer suas comprinhas de importados sem impostos). Almoçamos os dois um PF de 4 dólares muito bem servido. De lá, pegamos o ônibus para Corazal, onde tomamos nossas vacinas pra ir pro Darién.

5º lugar: empatadas CALI, IPIALES e LA PAZ. Nota: 8,83

Cali, Colômbia.

cali

A gente pegou em plena manhã do primeiro dia do ano (veja essa odisséia), então tava lotado, mas ainda assim foi segura, barata, dá pra chegar de ônibus, tem opção de comidas baratas e as empresas de ônibus ofertam diversos destinos. A gente, no caso, estava indo pra Ipiales. 🙂

Ipiales, Colômbia.

ipiales

Apesar de não ter ônibus urbanos (talvez devido à cidade ser pequenininha), há táxis e vans compartilhados que levam tanto à Catedral de las Lajas (lugar lindo e mágico, conheça clicando aqui) quanto à fronteira com o Equador, a menos de 2 reais por pessoa. Não tem internet (nem precisamos, tudo foi rápido), mas o guarda-volumes é ótimo e confiável e era o que precisávamos no momento rs. As pessoas são amáveis e dão informações úteis.

La Paz, Bolívia.

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Rodoviária grande, muita opção de comida, opções típicas também, e baratas. Várias linhas realizando os mesmos trajetos, então o preço era competitivo. Só não tinha viagem direto para a Argentina, pegamos para Potosí.

6º lugar: MEDELLÍN SUL, POPAYÁN e POTOSÍ. Nota: 8,50

Medellín – Terminal Sur, Colômbia.

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Parece uma galeria de shopping, bonitinho, limpo, mas é ruim de chegar. Utilizamos algumas vezes e precisamos de táxi. Nem o metrô nem o ônibus integrado chegam lá. Saem ônibus para o Eje Cafeteiro e Támesis, além de outros.

Popayán – a cidade branca, Colômbia.

popayan

Apesar de aberta, é segura e tem guardas – um deles inclusive acordou a gente quando tirávamos um cochilinho :p. A comida é acessível e tem uma empanada de frango (pollo) ma-ra-vi-lhosa! Compre logo! rs. O acesso é ótimo, dá pra ir andando pro centro, uma cidade colonial toda branca, conheça aqui! Em 1 ano morando em Medellín, nunca ouvimos ninguém mencionar Popayán, mas recebemos a dica do casal maravilindo Alejandro y Julieta (clique aqui  pra ver como eles nos receberam em sua casa no campo e fizemos pra eles uma moqueca de peixe baiana!).

Potosí, Bolívia.

potosi

Melhor lugar, gente! Descemos pensando que tava rolando missa, uma cantoria bonita, aí descobrimos que era só o pessoal anunciando os destinos dos ônibus – cantando.

O terminal é grande, moderninho, seguro, frrrrriiioooo até os dentes (dá pra ver no vídeo o tanto de agasalho rsrsrs) e do lado de fora desde as 6 da matina tem comida – comemos uma deliciosa (e gigante) empanada de vento.

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7º lugar: SALVADOR, Brasil. Nota: 8,33

salvador

É, gente, a rodoviária da cidade de Edu tem seus pontos positivos: em comida, tem de mc donalds a mercado! Dá pra comprar presentinhos ou atravessar a passarela para o shopping Iguatemi. O ponto fraco é a segurança, pois está sempre lotada. O acesso é ótimo, pois tem estação de ônibus e acabou de inaugurar a do metrô.

8º lugar: ARACAJU, Brasil. Nota: 7,17

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Fomos à capital sergipana em abril dar uma palestra de Responsabilidade Social na Publicidade na Universidade Tiradentes (veja aqui a matéria que eles fizeram sobre a gente) e apesar do terminal ser muito longe da cidade, tem uma estação metropolitana de ônibus integrado. É grande, limpa e segura, e é provida de destinos intermunicipais e interestaduais. O fraco foi na oferta de comida (umas 3 barraquinhas só) e de serviços.

9º lugar: CUSCO, Peru. Nota: 6,83

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Oferta barata de ônibus a Lima e a Puno ou Copacabana, porém muito pequenininha pra quantidade de gente, poucas opções de comida, não tem Wi-Fi e a lan house é muito pequenininha. Perde na segurança pelo excesso de gente circulando e por ser muito aberta. Está a uma distância ‘caminhável’ do centro histórico, mas complicada pra quem está com muita mala.

10º lugar: ITABUNA, Brasil. Nota: 6,67

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A cidade de Luma entrou pra lista porque realizamos uma ação lá em Março. O acesso é muito bom, pois há várias linhas de ônibus que deixam na rodoviária, e ao redor está o centro comercial (frutas e verduras), mercado (Itão). Dentro, as opções de comida não são tantas nem tão baratas. Em serviços, só os telefones públicos e facilidades de venda, mas não tem Wi-Fi. A oferta de destinos é boa, entretanto. Como ponto negativo, estão as escadas em lugar de rampas no desembarque. [*retificação: o leitor Daniel informou que pode subir pelas rampas de embarque – é só ignorar a placa indicativa :)]

11º lugar: PIURA, Peru. Nota: 6,50

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Não é bem uma rodoviária, é mais uma garagem da empresa de ônibus. O único serviço era uma TV pra esperar no calor as 6 horas entre o ônibus que nos trouxe a Guayaquil e o que nos levaria a Lima. Ao menos dava pra andar pra pegar comida e comprar “tampones” na farmácia, matando a vendedora de rir com a palavra rs.

12º lugar: SAN PEDRO DE JUJUY, Argentina. Nota: 6,17

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O terminal é lindão, limpo, seguro e oferece Wi-Fi, mas é distante, caríssimo (60 pesos num sanduíche, 100 pesos um adaptador de tomada e mais de 1.000 pesos por uma passagem de 15 horas para Córdova).

13º lugar: SANTO ANTÔNIO DE JESUS, Brasil. Nota: 5,83

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Parada obrigatória no trecho Itabuna/Ilhéus – Salvador, a baixa pontuação se deve aos preços altos e falta de serviços (até o banheiro deixa muito a desejar). O melhor dessa parada é comprar os docinhos e laticínios da região, como o requeijão, doces de leite em barra, ambrosias, sequilhos e biscoitinhos. É a hora da gordice <3.

14º lugar: SAINT LOUIS, Estados Unidos. Nota: 5

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O lugar é ermo, praticamente um estacionamento cujo acesso não é fácil ou seguro, apesar de ser perto do estádio do Cardinals. Uma provável razão da má qualidade é o fato de praticamente todo mundo em Saint Louis ter carro próprio. O preço das passagens é bom: 10 dólares até Chicago!

15º lugar: TULCÁN, Equador. Nota: 4,50

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Não é de todo mal: o acesso é barato e sai ônibus toda hora para Quito, baratinho. Mas é muito suja, aberta, insegura e as opções de comida são as dos ambulantes, então não quisemos arriscar.

16º lugar: VILLAZÓN, Bolívia. Nota: 3, 83

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Pára muito longe da fronteira, tem que ir caminhando (ao menos foi o nosso caso, era pleno carnaval). Não há internet nem na rodoviária nem no resto da cidade (nem na loja onde está escrito bem grande “INTERNET”, lá só tinha jogos).

17º lugar: LA QUIACA e HUMAUACA, Argentina. Nota: 3

La Quiaca, Argentina.

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“Dá zero pra ela…”rsrsrs. Não tem caixa eletrônico, não tem internet nem lan house, é longe da fronteira, tivemos que caminhar. É aberta, insegura, não tem nada além das companhias. Não faz câmbio de bolivianos pra pesos argentinos, não tem caixa eletrônico, as passagens são caras e pra comer só se caminhar ao redor.

Humahuaca, Argentina.

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Rodoviária mais parece um ponto de ônibus, não tem nada, é pequena, aberta, suja, insegura. E quando é carnaval, os ônibus não entram na cidade, você tem que caminhar uns 20 minutos até a estrada, onde te atenderão sem nenhuma organização, não têm sistema de informação com seus próprios ônibus, assim não sabem quantas vagas haverá, e você tem que aguardar que chegue pra ‘ver se vai dar’ pra você ir.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

3 dos locais onde embarcamos ou desembarcamos de ônibus não entraram nessa lista. Foram eles: Buenos Aires, Chicago e Lima. O primeiro foi porque o ônibus que pegamos era de excursão (opção econômica) e nos deixou na Avenida 9 de mayo, então tudo bem. Em Chicago, descobrimos que não havia guarda volumes, pior, nosso ônibus para as 6 horas de viagem até Saint Louis sairia de um simples ponto de ônibus…

Lima foi a pior experiência de ‘rodoviária’, mas não se enquadra pro post porque onde desembarcamos era praticamente uma garagem da companhia de ônibus, numa zona de Lima super perigosa e suja. Mas como do pior sempre tiramos boas risadas, temos um vídeo hilário de Edu lá:

 

Esperamos que este compilado de informações seja útil a você, mochileirx! Qualquer dúvida ou nova informação, deixa nos comentários pra gente. E aproveita pra ir navegando pelo site, que tem muita dica bacana! Beijos.

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