Convidados do Bem #3 – Maria Brasil

Nossa terceira convidada da série tem muitas histórias dos bem pra contar lá do outro lado mundo. Maria Brasil é baiana, tem 24 anos e é consultora de marketing. Sua última experiência com voluntariado internacional foi realizado no leste europeu, durante 02 meses.

A vontade de viajar e o interesse em vivenciar novos desafios, ao mesmo tempo em que ajuda, foi o que levou nossa baianinha a escolher um programa de intecâmbio social pela Aiesec. Daí, você confere todos os detalhes e fatos marcantes agora:

1- Qual o país que você escolheu para realizar o intercâmbio social e o porque da escolha?

O país que escolhi foi a Hungria, no Leste Europeu. Sempre amei viajar, e quanto mais diferente o lugar, melhor! Além disso, eu queria desafiar a mim mesma com relação à língua, clima e hábitos culturais.

2 – Qual era a atividade que você realizava como voluntário?

Eu dava aulas de inglês e cultura brasileira para jovens de 15 a 21 anos, numa escola pública de Budapeste.

3 – Qual o maior choque de realidade é qual o maior aprendizado levado dessa experiência?

No primeiro dia de aula, uma professora da escola me apresentou aos alunos e em seguida sugeriu contar fatos “curiosos” sobre o Brasil. O primeiro deles, para meu espanto, era o fato de que nós brasileiros nos abraçamos quando nos encontramos, mesmo sem conhecer direito a outra pessoa. Na cultura húngara, abraços são muito raros – só em casos de extrema intimidade ou entre casais, por exemplo. No mesmo momento, os alunos, admirados, se levantaram das cadeiras, e de braços abertos me perguntaram um a um: “posso te abraçar?”. Com certeza foi uma das experiências mais lindas que já vivi, e que mais me fizeram sentir feliz por vir de uma cultura tão calorosa, que aproxima e acolhe as pessoas.

Nos dias seguintes, era normal andar pelos corredores da escola e ver ao longe alunos caminhando em minha direção de braços abertos! Senti como se eles tivessem uma espécie de carência pelo abraço, pelo toque, pelo carinho, que numa cultura um pouco mais fria era tão raro de ver. Percebi a importância de um gesto tão simples e corriqueiro e aprendi que afeto nunca é demais.

4 – Você já havia realizado trabalhos voluntários antes no Brasil ou em outra experiência internacional?

Sim, no Brasil mesmo. Por alguns anos frequentei a Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes, em Itinga – Salvador. Lá fazíamos atividades com crianças e idosos, além da coleta de doações. Esse tipo de trabalho é fantástico, pois nos permite nos transportar um pouco para outras realidades. Contudo, vivenciar situações de carência dentro de uma cultura diferente da sua também é uma experiência incrível.

5 – O que você tem a dizer para quem pensa em fazer intercâmbio social? Você considera uma possibilidade de conhecer outra cultura e realizar uma ação do bem ao mesmo tempo?

Se jogue! Vá sem medo, sem receios, apenas vá! E no caminho você pensa! (Risos)

A experiência adquirida num intercâmbio é inexplicavelmente sensacional. Viajar nunca é demais. Aprender, conhecer pessoas são vivências sempre válidas. E quando é possível unir tudo isso a fazer o bem, o impacto se potencializa e a sua pegada nesse mundão se eterniza ainda mais, dentro do coração de toda aquela galera que você conheceu, acolheu e de alguma forma, ajudou.

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Gente do bem se atrai

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No meu primeiro dia em Budapeste, completamente sozinha e num frio de 13 graus negativos, me arrisquei a iniciar minhas andanças sem rumo pela cidade. Mesmo sem saber ler nadica de nada daquelas palavras cheias de consoantes, peguei o transporte público a fim de encontrar algum lugar com WiFi – afinal, eu tinha que avisar lá em casa que já tinha chegado, né? Após horas de caminhada, um chocolate quente, muita observação e muito frio, decidi que era hora de voltar pra casa. Esperta que sou, já tinha baixado o app da rede pública de transporte no celular, no qual bastava digitar o endereço que ele me mostraria como chegar em casa numa boa! Numa boa? Que nada! A esperta aqui colou o endereço errado – por lá, o endereço começa com o CEP, depois a rua, depois o número. Desavisada, achei que bastava o número inicial (que eu não sabia que era o CEP) e o nome da rua.

Pois bem, consegui chegar na minha rua. O problema é que a rua tinha uns 10 km de extensão, e eu não fazia nem ideia pra que lado ficava minha casa! Noite fria, rua deserta, sem nem sinal de gente. Fiquei de pé por alguns minutos, até que avistei um casal, que vinha de longe. Desesperada, comecei a gritar “Hello, hello!”. Eles imediatamente pararam e eu consegui alcançá-los. O rapaz não entendia nada de inglês. Por sorte, a moça falava algo da língua e conseguimos nos comunicar.

O casal foi tão gentil que me levou à casa deles, buscou meu endereço certinho no Google Maps, chamou um taxi e ainda explicou ao taxista o local exato pra me deixar. Ah! E eles ainda criavam uns coelhinhos fofíssimos que fiquei brincando enquanto o carro chegava. Confesso que morri de rir depois, mas na hora do desespero, só emoção! Hahaha 😉

VEJA AQUI TODOS OS #CONVIDADOS DO BEM

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