Conheçam Popayán – a cidade branca.

01 de Janeiro de 2016 resolvemos aproveitar toda boa energia e vibração para seguir viagem de virote. Chegamos no hostel, comemos algo e pegamos nossas mochilas rumo ao terminal de ônibus com parada na “ciudad blanca” (cidade branca).

Depois da intensa virada do ano em Cali partimos rumo a Popayán, que fica a 2 horas e o ônibus custou 17mil pesos colombianos (~20 reais). A viagem foi bem tranquila e aproveitamos para dormir. O plano era deixar as mochilas em um guarda equipaje (guarda-bagagem) e fazer o recorrido pela cidade em tempo de voltar ao terminal e seguir viagem até Ipiales (cidade fronteiriça com Equador).

Mas, como nem tudo são flores, não havia mais passagens para Ipiales e a mais próxima seria às 5 horas da manhã do dia 02/01. A opção oferecida seria seguir para Pasto, cidade que fica entre Popayán e Ipiales, mas não achamos essa uma boa ideia, até percebermos mais tarde que não aceitá-la seria um grande erro.

Saindo do guichê fomos ao guarda equipaje e descobrimos que não estava funcionando. Pensamos que ainda não havia aberto e resolvemos descansar mais uma horinha no terminal até que abrisse.

Por volta das 12h o segurança Narvaez nos acordou sinalizando que não se podia dormir no terminal. Me senti como quando os salva-vidas do Wet’n Wild dava bronca nas crianças na piscina de correnteza com megafone – “Garoto, não pode segurar na borda da piscina…”

Contornamos dizendo que estávamos esperando para poder guardar a bagagem. O que foi prontamente rebatido com a informação de que não abriria neste dia, por ser primeiro do ano.

Nesta hora, devemos ter feito umas caras de tão perdidos que Narvaez resolveu nos ajudar. Pediu a um senhor que trabalha em uma companhia de ônibus que guardasse nossas mochilas por um valor simbólico e, ainda, nos deu dicas de onde almoçar barato e como chegar ao centro histórico.

Depois de bem alimentados, fomos conhecer a famosa cidade branca. O centro histórico fica bem próximo ao terminal e é possível ir andando sem gastar nadinha! uhu (até esse momento estavámos felizes com a ideia de pagar mais barato até Ipiales – 35,000 pesos – às 5h).

O tour pela cidade

A cidade é bem pequena, mas guarda uma arquitetura incrível e igrejas lindas. Fomos ganhando as ruas e entendemos o porque do nome cidade branca.

Passamos por praças, igrejas e monumentos.

Popayan1

Popayan3

Popayan2

Popayan5

Todo o tour durou cerca de 1:30h e, enquanto estavámos voltando, começamos a calcular a quantidade de horas que teríamos que esperar até o próximo ônibus a Ipiales e chegamos à conclusão de que estaríamos em uma situação deveras desconfortante acometida por inúmeros incovenientes (traduzindo: fu$3*70s)

A volta ao terminal e a luz divina

Pensamos então em aceitar a opção para Pasto e voltamos a sorrir. Porém, retornando ao terminal às 2h da tarde recebemos a notícia de que não havia mais passagens para lá e voltamos à cara de perdidos.

A partir daí só saem ônibus extras quando aparece determinado número de passageiros e com um valor mais salgado (40,000 pesos pra Pasto e mais 12,000 até Ipiales, ou seja estaríamos pagando 17,000 a mais, cada um, pelo mesmo trajeto 😦 )

Daí vem aquele momento em que as ideias não chegam, o celular descarrega, não tem tomada, internet lenta e dinheiro contado. Já tínhamos nos conformado com a ideia de esperar, mas às 5h da tarde o cansaço já batia tão forte, misturado com fome e aquelas dores de cabeça que sempre surgem neste momento.

Voltei a todos os guichês com a mesma pergunta e com a esperança de ter mais um extra, mesmo com todos os requisitos. Rodei, caminhei, até que um senhor disse que sim, foi fechado um ônibus para as 22h:30 !

Não sei se foi fome, mas a cabine perecia mais iluminada neste instante, como um clarão divino. Iríamos poupar horas e horas de espera e poderíamos ir dormindo durante toda a noite.

A senhora da empanada

Compramos a passagem e fomos procurar o que comer barato e voltamos a sorrir. Não demorou, achamos uma lanchonete que vendia umas empanadas de milho (pastel de milho frito e recheado) que estavam com uma cara ótima e a 1mil pesos (~R$1,30) de carne com arroz ou de carne de porco.

Acertamos em cheio na opção carne com arroz e estava, como dizem os colombianos, “muy rica”. Pela qualidade e preço resolvemos pegar uma outra. Mas, como os desatinos não param, enquanto comíamos e saboreavámos uma senhora se aproximou e levou TODOS de carne com arroz. Dá pra acreditar nisso? Porque não levou metade de Carne de Porco minha senhora? Também minha gente… rs

Nos ajeitamos com um plano B – Salchipapa (Salsicha com batata) também a 1mil pesitos.

Terminando a odisséia no terminal de Popayán, embarcamos rumo a Ipiales. O motorista ainda não havia nem ligado o motor e já estavámos dormindo.

O próximo destino, Ipiales, ainda iria nos reservar majestosas surpresas. Acompanhe.

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