O desconhecido nos aguardava em Santa Rosa de Cabal – Colômbia

– Depois de Medellín, por onde vocês irão passar? – perguntou-nos Didier, amigo que fizemos nos últimos meses. Lhe dissemos que seguíamos para o Equador por vias terrestres, e que queríamos ir parando em algumas cidades para poder conhecer. A pergunta imediata dele foi: “E irão a Pereira?” E daí começou a aventura que agora vamos te contar!

Pereira é uma cidade que fica a cerca de 5 horas de ônibus de Medellín, . É parte de uma região conhecida como “Eje Cafeteiro”, onde se produz grande parte do renomado café colombiano. Mas era um pouquinho depois dali, num povoado de nome Santa Rosa de Cabal, que seríamos recebidos.

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O casal que fez a bondade, Julieta e Alejandro, havia vivido em Brasília por 4 anos, fizeram mestrado na UNB com bolsas do CNPQ. Mais tarde, Ju nos explicaria por que abriram os braços pra gente sem ao menos conhecer-nos. E a razão é muito linda: quando Didier contou que éramos voluntários, Alejandro já quis ajudar, por saber que não é uma vida fácil; e ainda mais por sermos brasileiros, pois eles alegam que foram tão felizes no Brasil que eles se sentem eternamente gratos ao nosso país. Inclusive, o agradecimento da tese de Julieta, no seu mestrado, foi “ao povo brasileiro”. Encantador, né?

Ficamos na casa deles de domingo a quarta-feira, neste tempo fomos a Salento e organizamos a ida a Cali. O clima era frio, montanhoso, e a convivência no campo era tão agradável que deu vontade de viver num lugar assim, um dia. 🙂

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Alejo e Ju passeavam de bicicleta, a mãe de Ju, dona Berta, fazia caminhadas pela manhã. E por falar em Dona Berta, que amor de pessoa! Ela faz trabalho voluntário numa clínica, com pacientes em fase terminal. É uma pessoa forte, espiritual, que faz Yoga e conversar com ela é, ao mesmo tempo, ter conselhos e ensinamentos valiosos e ter alguém que te escuta com a maior atenção. E o café campesino dela é o melhor!! rsrrs

Os dias que ficamos por lá passaram voando, e cada papo com os 3 era uma redescoberta, muitas vezes até do nosso próprio país: os computadores brasileiros (Positivo) que eles adoravam, programas de bolsa etc. E como uma maneira de expressar nossa gratidão – ainda mais nessa época do ano, em que todos estão com as suas famílias, na Colômbia – fizemos um prato tipicamente baiano, a moqueca de dendê!

Alejo ainda estava incrédulo “Vocês fazem mochilão levando uma garrafa de dendê?????” rsrsrsrsr. Improvisamos com truta e côco desidratado, e ficou uma maravilha. Pra ficar perfeito, era só ter o pirão rsrsrs.

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Na manhã seguinte, quando iam à fazenda da família para as festividades de ano novo, ainda nos deram carona até a rodoviária de Pereira (que bonzinhos!!). Dali, após despedirmo-nos desta família amorosa, embarcamos rumo a Cali, onde passaríamos o reveillón – e aconteceram muito mais coisas do que o que estava no script… 🙂

Leia aqui:
Cali: O CALOR HUMANO E A ALEGRIA DA TERRA DA SALSA
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