Convidados do Bem #1 – Paola de Lara

Pessoinhas, hoje o post é escrito pela publicitária gaúcha super do bem Paola de Lara. Apaixonada por viajar, ela costuma ir além do “lugar-comum” e viver experiências mais intimistas com os locais que visita. Antes que Edu diga que tô falando demais, vou passar a palavra pra Pa 😉

O outro lado do intercâmbio – por Paola de Lara

Primeiramente, gostaria de agradecer ao querido casal Luma e Eduardo que me convidaram para colaborar com o Bem Trilhado, este blog criativo e inovador que tem tudo para ser um sucesso.

Neste artigo, vou contar um pouco da minha experiência de intercâmbio profissional em Medellín na Colômbia e compartilhar com vocês o outro lado, ou seja, o lado de quem viajou e conheceu mais do que turismo.

Paola com amigos do Equador, Escócia e Inglaterra.

Viajar não somente permite conhecer novos lugares, como também permite a interação direta com pessoas de outras culturas. Quando vivemos num país diferente, temos que abrir a cabeça para o novo, se jogar mesmo, a fim de desbravarmos o desconhecido.

Eu conheci muita gente, além dos meus colegas de trabalho colombianos, conheci a família dos meus amigos e percebi o quanto são pessoas amáveis e atenciosas, sempre fazendo com que eu me sentisse em casa. Conheci também outros estrangeiros que viviam comigo e, que como eu, estavam morando longe de suas famílias, trabalhando ou estudando.

Conheci uma mãe na minha aula de rumba que se mostrou bastante atenciosa e logo no primeiro dia que nos conhecemos, ficamos conversando por horas depois da aula. Ela ficou super curiosa pra saber como foi a minha decisão de deixar a minha família e morar fora por um ano. Conheci também uma estranha senhora com quem eu almocei, pois como o restaurante estava cheio, dividimos a mesma mesa e no final, se tornou uma grande companheira que me deu várias dicas do que eu poderia conhecer na cidade e arredores.

Paola passou o natal com a família da amiga Luz Marina

Fui convidada para passar a virada do ano 2014/2015 na casa de uma colega e grande amiga que me levou pra dentro de sua família. Esse gesto da Luz Marina me deixou muito feliz pelo fato de ser uma data importante e que eu estaria longe de casa, mas confesso que em nenhum momento me senti sozinha. Aproveitei o carinho com que me receberam e conheci a gastronomia local que é servida na noite de ano novo. Tem um prato que se chama “noche buena” (traduzindo seria “noite boa”), que é o doce misturado com o salgado, feito com queijo, frutas cristalizadas e um bolinho com mel, uma delícia! Teve também a “natilla” que é uma sobremesa tradicional feita à base de milho, leite, açúcar e gelatina. Um creme delicioso que leva um pouco de canela salpicada em cima.

Viajei sozinha para todos os cantos do país: fui para Cali para aprender a dançar salsa; para as praias do mar do Caribe escutar como era o sotaque das pessoas de lá; fiz trabalho voluntário e até comi formiga! Um amigo que foi para Letícia, uma cidade na fronteira colombiana com o Amazonas, trouxe um pacotinho de formigas saúvas, iguarias da região. Quando me deparo com algo novo, vem aquele medo de eu não gostar ou não me adaptar, mas se eu não provar não tem como saber se vou gostar. E, pra não deixar vocês curiosos, apesar de crocantes, tinha um gosto horrível, amargo e sabor de formiga. (risos)

Paola com os colegas voluntários (com jalecos laranja) em Medellín.

Aproveito para destacar um pouco mais sobre o trabalho voluntário que eu realizei com a Fundación Ciudad Refugio que tem como objetivo a restauração do homem na sociedade, ou seja, faz parte de uma instituição cristã que conta com ambientes de reabilitação para homens, mulheres e crianças. Através da fé em Deus, o nosso trabalho era ir atrás dos moradores de rua que ficavam embaixo de uma ponte e distribuir pão e “aguapanela” que é um tipo de chá feito com rapadura. Isso ocorria todas as quartas-feiras no período noturno e tínhamos que falar sobre a fundação e incentivar para que deixassem as ruas e o uso de drogas. A fundação iniciou em Nova York e agora está em Medellín, ajudando quem quer ser ajudado e quem deseja escrever um novo capítulo para suas vidas, através das atividades de reabilitação que a ONG disponibiliza.

Já tinha realizado outros tipos de trabalhos voluntários, mas este foi o mais desafiador, pois ver a situação daquelas pessoas sob o efeito das drogas e vivendo em seus próprios mundos é algo totalmente fora da realidade. A vontade em ajudar nestes casos, se torna maior ainda e apesar do baixo índice de aceitação deste programa, pude conhecer pessoas que decidiram mudar suas vidas e hoje freqüentam o programa e buscam se reintegrar à sociedade com a ajuda da Ciudad Refugio e de suas famílias.

Eu poderia falar muito mais das minhas experiências, pois foram muitas, mas o principal é deixar a mensagem de que um intercâmbio é gratificante em todos os sentidos. Que o aprendizado e o crescimento são apenas conseqüências de tudo o que vivemos longe de casa.

Espero que tenha motivado vocês a viajar por esse mundão, interagindo com as pessoas locais que têm muito a oferecer!

VEJA AQUI TODOS OS #CONVIDADOS DO BEM

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