Este texto vai fazer você deixar de falar pejorativamente que algo é "do Paraguai".

8 nov

Este texto vai fazer você deixar de falar pejorativamente que algo é "do Paraguai".

Cateura –  favela localizada num aterro sanitário paraguaio – vivia da reciclagem. Há 5 anos, latas de tinta começaram a se transformar em violinos, violoncelos e saxofones. E as crianças e jovens que pareciam não ter um futuro além de viver do lixo, hoje são artistas que já rodaram o mundo. Veja como isto aconteceu.

Um projeto como a Orquestra de Reciclados de Cateura faz a gente se sentir pequenininho, mas enche de inspiração. Como transformar um problema grave numa oportunidade? Como dar uma resposta satírica e ao mesmo tempo poética para a sociedade? “O mundo nos envia lixo, a gente devolve música”.

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Esta é uma mostra da união entre um visionário, a criatividade e a engenharia. O maestro da Orquestra de Cateura, Favio Chávez, foi quem deu a ideia aos recicladores locais, por saber que um violino tradicional custaria mais que a casa das crianças. Essa história já virou filme, o Landfill Harmonic (trocadilho entre filarmônica e aterro harmônico), que ganhou 21 prêmios em festivais.

 

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Tudo isso faz a gente rever um pouco o  que é o Paraguai, uma antiga potência sulamericana que foi massacrada pelo Brasil, Argentina e Chile. Traz os olhos para este país que nossa ignorância tanto menospreza.

Terminamos este post com uma citação do maestro: “Eles estavam escondidos. Agora que estão num palco, eles são ouvidos, eles são vistos. Agora, todo mundo sabe que eles existem.”

Alguns links úteis:

>>Site da Orquestra (com biografia e shows realizados).

>>Trailer do Filme Landfill Harmonic:

>>TEDx com o maestro e alguns músicos de Cateura (inspirador! Está em Inglês e Espanhol)

 

 

Aproveite também para conhecer o coral de Moravia, que, apesar de não tocar com instrumentos reciclados, também foi construído num terreno que era antes o Aterro Sanitário da cidade. 

E conheça a importância da engenharia para a melhoria das comunidades.

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